terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Sumiço

E no Sábado Hl resolveu pregar um grande susto, desceu para levar o Zé para fazer xixi com o Pai, atividade que ele adora, além da tradicional voltinha na quadra que o livra por algum tempo do apertamento, ainda se sente GRANDE por acompanhar o pai. Ainda era cedo e eu fiquei de preguiça assistindo desenho com a Nine e a Zebra  e de repente a campainha toca e vejo meu moleque entrar tremendo dentro de casa...
Segundos de pânico, o que houve? Não consigo escutar a explicação do porteiro que conta para a Lêle e para a Zebra que o moleque estava sozinho e assustado em frente a portaria e que ele o pegou e o levou para casa. Só consigo abraçar forte meu menino e dizer que já passou que ele está com a mamãe... Quando enfim ele para de tremer consegue contar sua aventura, enquanto Zé fazia Xixi resolveu sair correndo na frente e se esconder do pai, só não esperava que ao voltar um pouquinho e olhar para trás, não visse mais o pai, pensou um pouco e entre ir pelo outro lado e tentar encontrar o pai, e ir para a porta de casa, escolheu o segundo, sabia que ali estaria seguro, afinal todos no região o conhecem.
Antes que eu consiga respirar e pensar em avisar o pai ,toca o telefone e do outro lado existe um Hugo apavorado, chorando relata que perdeu o filho, não ouve que eu digo que HL já está em casa seguro, seu desespero é real e tenho que gritar que o menino já está em casa!
 O reencontro dos dois foi emocionante, apesar de saber que o filho merecia um belo pito pela fuga o pai só conseguia agradecer por encontrar seu moleque à salvo.
E quando tudo passou e eu comecei a me perguntar se havia feito o correto em transmitir as crianças desde muito pequenas o conceito de liberdade com responsabilidade, em não podar meus pequenos acreditando que tem que estar 24 horas por dia ao meu lado... me convenci que sim, estava certa ao ensinar o HL a se virar, o caminho de casa, o endereço completo desde que ele tinha 2 anos... Quando se viu numa situação de perigo, não teve duvidas, correu para a portaria sem falar com nenhum estranho, sabia que ALI ele encontraria proteção e abrigo. E Vcs? O que fazem? Ensinam seus filhos o caminho de casa a partir de pontos de maior frequência?


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ser Gentil vale a Pena BC

Hoje além de ser dia da blogagem coletiva sobre gentileza, também é dia da saudade, e lendo o lindo post que a Jay,  fez sobre a saudade me coloquei a pensar no meu avô...
Apesar de ter partido quando eu tinha apenas 7 anos, sempre foi e ainda é uma das pessoas mais presentes e mais ativas em minha vida, e talvez o seja porque apesar do pouco tempo que fez parte da minha vida foi uma das pessoas mais gentis que conheci na vida. Sabe estas pessoas que não precisam se esforçar para serem gentis? Que o são mesmo sem perceber?
Segurar a porta do elevador, ceder seu lugar na fila do mercado quando estávamos com dois carrinhos lotados de compras e a pessoa atrás de nós estava com uma cestinha com poucos volumes, fazer a faxina na casa, pois minha avó tinha problemas na coluna e mamãe trabalhava o dia inteiro, passar horas brincando com os meus colegas de sala na primeira semana de aula, pois muitas mães trabalhavam e não podiam ficar no período de adaptação dos filhos... Eram atitudes cotidianas na vida dele, e nunca precisou falar para o filho ou para os netos que era aquilo que ele esperava de nós... Seu exemplo nos bastava.
 Ser gentil não dá trabalho, não dói, não custa caro, e de quebra recebemos o maior de todos os pagamentos: O sorriso das pessoas... E hoje cheia de saudade daquele homem lindo, que não via perda de tempo em ajudar o outro, resolvo que tentarei ser um tantinho menos estressada e um tantinho mais gentil



E se você quer um pouquinho mais de gentileza, vai no blog da Ro, linda amiga que propos a blogagem coletiva na intenção de fazer um mundo um pouquinho mais gentil

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tragédia no Rio

E na noite de quarta-feira três prédios desabam no coração do centro do Rio de Janeiro, a musiquinha do Plantão do Jornal Nacional alerta que algo aconteceu no país, acompanho perplexa a notícia, os prédios se localizam na rua paralela a do meu trabalho, corro para a internet, quero notícias dos conhecidos e amigos que podiam estar passando na região, tento localizar quais foram os prédios, a empresa em que trabalho possuí uma Fabrica de Software na rua do desabamento... Um amigo querido passou pelo local 15 minutos antes, graças a Deus todos os conhecidos estão bem... Mas a indignação não para... Só cresce!
 Manhã de Quinta dia 26 de Janeiro, chego para trabalhar e ao sair do metro da Cinelândia, ao longe já avisto um verdadeiro cenário de guerra, a fumaça e a poeira tomam conta de toda a região, a defesa civil, bombeiros, guarda Municipal, ambulâncias, jornalistas tomam a região... É triste ver,  não é mais uma notícia no jornal, é a minha realidade, está ali, palpável, sinto o cheiro da tragédia...No meio da manhã já encontraram 5 corpos e um prédio da rua onde trabalho é interditado pela defesa civil. Trabalhamos tensos, com medo, dentro do prédio é possível sentir o cheiro da fumaça e a poeira que insiste em entrar pelo ar condicionado e nos impede de esquecer que a metros de nós o caos está instalado.
E a revolta começa a tomar vulto, este não foi apenas um acidente, foi mais uma consequência do descaso com a vida humana, mais uma consequência de viver no país do ‘jeitinho’ onde alvarás são concedidos em troca de 30 moedas, mais uma tragédia anunciada como a do restaurante que explodiu também no coração do centro do rio de Janeiro em 13/10/2011 . Graças a Deus  ambos os casos aconteceram em horário de pouco movimento, um antes das 8 da manhã e outro por volta das 20:30, mas o que iremos esperar para cobrar seriedade neste país, que outra tragédia como estas ocorro às 16h? Com o centro fervilhando de gente e os prédios cheios de trabalhadores? O que mais é preciso para quem enfim o Brasileiro acorde e perceba que NÃO DÁ MAIS para viver no país do jeitinho e da propina? E isto meu caro amigo só depende de nós, de mim e de você, também somos nós quem alimentamos esta industria de tragédias anunciadas, por ação ou na maioria das vezes por OMISSÃO, mas somos SIM tão responsáveis quando o dono do restaurante que deu 30 moedas para o fiscal da prefeitura, quanto o fiscal da prefeitura que recebeu 30 moedas, quanto o engenheiro que recebeu 30 moedas para assinar uma reforma que não viu nem a cara, ou o dono do prédio que pagou 30 moedas ao engenheiro...  Sim, as nossas mãos também estão sujas com o sangue destas vitimas. Chega! Passou da hora de exigirmos um país sério e uma cidade SEGURA!



fotos tiradas dia 26?01 pela manhã por colegas de trabalho

PS : Fica a nota do meu apreço pelo prefeito Eduardo Paes, que como em todas as outras tragédias que afetaram nossa cidade esteve presente, chamou para si a responsabilidade e colocou sua cara a tapa acompanhando na linha de frente todo o desenrolar das tragédias cariocas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Minha ultima bebê

Filha hoje você faz 4 anos e definitivamente deixa de ser um bebê, passa oficialmente a ser uma criança, mas você nunca será apenas uma criança, ou uma criança qualquer, você será sempre a minha ultima bebê...  Sabe filha, saber que você viria a ser parte da nossa família foi um susto imenso, nós até pensávamos em ter nossa menininha, mas tínhamos acabado de chegar ao Rio, teu irmão ainda era um bebezico e a mamãe ficou apavorada, achava que não ia dar conta e chorou igual uma boba de medo, pânico, sei lá, estas besteiras da mãe que você tá cansada de saber...
Quando faziam apenas 12 semanas que você estava na barriga da mãe, em um exame de rotina, o único que a mãe foi sozinha, pois o papai estava ocupado resolvendo coisas da casa de Araruama com o maninho, veio a pior notícia, dada por uma médica completamente despreparada: Ela disse que você teria Sindrome de Down, e que o melhor a fazer era interromper a gestação... Mamãe saiu em prantos da Clinica, não conseguia lembrar nem o telefone do papai, e louca desvairada como sempre foi,andava pela estrada chorando, sem lembrar que a casa ficava a quilômetros de distancia e que ela mal andava 1000 metros sem colocar os bofes para fora... Mas Deus sempre cuidou de nós e o papai tinha resolvido ir ao centro e passava por ali na hora, choramos juntos filha, mas a única certeza que tínhamos era que interromper a gestação não era uma opção válida. Não tinha medo da deficiência em si, afinal o Tio Carlinhos é nosso grande exemplo de vida, mas tinha medo de ver vc sofrer, de  você sofrer preconceitos...  Naquela noite fomos à igreja, e juro que não me lembro de nada daquele culto, apenas de passar o tempo inteiro chorando e clamando que Deus te protegesse!
No dia seguinte mais calma, liguei para a Tia Bruna, médica e amiga da mamãe de Brasília, ela me acalmou, me orientou, pediu mais um monte de exames e cada vez que um exame vinha com a confirmação da Síndrome, era ela quem me tranquilizava e me dava colo, daí vc ganhou seu segundo nome, em homenagem a esta grande e linda mulher. A gestação foi passando e infelizmente filha, NADA foi tranquilo, no sétimos mês a mamãe teve a primeira crise de paralisia e fomos parar no hospital em Brasília, Os dois últimos meses foram difíceis, seu irmão queria atenção, a pressão da mamãe estava louca, o potássio baixíssimo, a mamãe chegava a inchar 30 kg em um só dia e a médica que acompanhava a mamãe aqui no Rio era uma louca furiosa. Infelizmente a mamãe não conseguiu curtir a tua gestação como queria e você merecia...
Três dias antes de você nascer, teu pai já estava alucinado e resolveu levar a mamãe para uma consulta de emergência em um hospital pouco conhecido, e como Papai do Céu, nunca nos abandou colocou nosso anjo em nosso caminho, o Dr. José Luiz. Na hora ele diagnosticou a pré-eclampsia, mas como existia a ‘quase certeza’ de que você teria síndrome de down, ele quis te proteger também, e pediu exames mais complexos para ver como você estava... E no dia 26 de Janeiro de 2008, às 7 horas da manhã, chegávamos na maternidade para enfim te conhecer... a ansiedade na sala de parto era grande, além da pressão maluca da mamãe que chegava à 26, a pediatra estava tensa com a sua saúde, seu pai segurava a minha mão e eu só pensava em ouvir teu choro...
E você chegou, chorando forte, teu pai correu para te ver, e quando enfim te colocaram perto de mim, nada mais importava... Só queria sentir teu cheiro, contar teu dedinhos, estas coisas que mães malucas fazem... Mas logo te levaram. Você precisava ser minuciosamente examinada, e a enfermeira teve a certeza que a mamãe era doida de pedra na hora que seu pai avisou que não mandaria roupas para o berçário, que eu não deixaria ninguém te vestir, esta era uma tarefa da qual eu não abria mão! E àquela hora e meia em que você ficou no berçário foi terrível  filha! Queríamos você conosco, do jeitinho que você fosse... Até que entra no quarto o São Zé Luiz com um lindo sorriso tranquilizador no rosto, seguido da pediatra e de você.  E na hora que ele afirmou que os exames estavam errados e você era perfeita, senti o coração explodir, e sem me importar que as pernas ainda estivessem dormentes, que a cirurgia começava a incomodar e que os dois médicos ali presentes me chamassem de maluca, te peguei no colo e ali éramos só nos duas. Não mais ligadas pelo cordão umbilical, mas ligadas e unidas pelo amor cúmplice e profundo que nada será capaz de abalar.
E Hoje Filha, 4 anos depois desta linda história, só tenho a agradecer a você por fazer parte da minha vida, por ser esta garotinha que PSIÇA desesperadamente das coisas, que pergunta ‘intendeu’ 7 .200 vezes na tentativa de nos convencer com tuas argumentações sempre muito fundamentadas, a encher nossa casa com uma peruíse que só você mesma para conseguir ter, e a cada dia encher ainda mais a vida de todos nós de alegria!
 Que Deus continue te abençoando e te protegendo SEMPRE! Te Amamos demais!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Preconceito, a burrice que fere a alma

Pensei muito antes de escrever este post, cheguei a escrever e em seguida descartar, começar e abandonar, pensava que era só porque escrever sobre o preconceito me machuca profundamente e hoje vejo que não, que muitas vezes fiquei com medo de escrever e de servir como ‘desestimulo’ à pessoas queridas, mas acho que chega uma hora que não dá para fugir... E só espero que com o tempo cada vez menos pessoas venham a sofrer com o maldito preconceito...
 Descobrir que o Carlinhos era uma criança deficiente me abalou profundamente e na época da descoberta acreditei que nada podia ser pior do que de uma hora para outra ter que aprender a lidar com todo um mundo novo, ir contra o que médicos e terapeutas com complexo de deus afirmavam e encontrar uma forma de dar o melhor aquele menino tão carinhoso e sorridente. Me enganei...
 Quando ele era pequeno, apesar de todas as dificuldades que encontrávamos, e de toda a luta da minha mãe para que ele tivesse acesso ao que havia de melhor, de toda a batalha para ajuda-lo a superar os seus limites e ir além, convivíamos muito pouco com o preconceito. Lógico que uma ou outra vez ele se mostrava presente, mas na infância do Carlinhos acho que posso contar nos dedos as vezes que fomos vitimas reais de preconceito.
 Afinal ele era uma CRIANÇA linda, amorosa, sorridente, que falava com todo mundo, cumprimentava até o vira latas da esquina e certamente no nosso dia a dia era mais conhecido do que qualquer outro membro da família, éramos sempre o.... do Carlinhos... E eu com meu complexo de Polyana, quis acreditar que a vida toda seria assim... Só me esqueci  que a sociedade de forma geral está programada para achar BBS e crianças ‘bonitinhos’, se são alegres então... Encantam e colocam um sorriso bobo no rosto de qualquer um.
 Mas graças a Deus e ao empenho das famílias, as criancinhas deficientes também crescem e uma hora não são mais criancinhas ou bebezinhos bonitinhos, são adolescentes e adultos, e aí é que o bicho pega, já não há mais graça ou encanto, já não existe mais a ternura intuitiva pelos pequenos, passa a existir apenas um deficiente, alguém que não corresponde as expectativas da sociedade, e automaticamente os olhares mudam... Já não existe mais carinho, existe medo, nojo...
Aí sim vem o pior de encarar, a maldade humana, o preconceito cego e burro, mesmo que as vezes venha disfarçado num meio sorriso, numa gracinha.... Ele está lá, é real!  E isto sim foi, é, e continuará sendo o mais dolorido! Sei que teorias pipocaram de todos os lados, blablablas de que não deviamos ligar, mas não dá o preconceito rasga a alma, dilacera...
Foi duro aprender a conviver com isto, foi difícil ver aquele menino lindo, carinhoso, voluntarioso e cheio de coragem, com muito mais determinação do que qualquer um daqueles que o julgava se sentir excluído, e se retrair... Cada um de nós reagiu de uma maneira, alguns negando, outros tentando compreender, outros brigando contra o mundo... Foi difícil fazer aquele menino lindo entender que não havia NADA de errado com ele, que havia sim MUITO de errado em quem o olhava daquela maneira...
E mais Uma vez a força e determinação do grande moleque safado venceu, e com seu sorriso, sua safadeza, seu bom humor e suas traquinagens conseguiu provar para muitos daqueles que o olhavam como um ET, que ele era apenas diferente, e se fez querido por alguns deste... Os outros? Juro que tento não pensar, ou não ligar, ou me fazer de burra ...  É até bom que tenham medo de serem vistos ao lado do Linhos, eles podem o contaminar com sua sujeira. Quem perde definitivamente não  é o Carlinhos... Ele como sempre vence e acalenta, aquece e acalma nossos corações.
O sorriso que vence o mundo!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Batatas malucas

E daí que este final de semana foi de romance, reconciliação, curtição e festa, Começamos na sexta, feriado no Rio de Janeiro,  São Pedro deixou sua rabugice de lado e enfim  nos presenteou com um belo feriado de sol  e calor, Hugo voltou para casa e fomos comemorar o dia na praia, e claaaaaaaaaro que ao chegar em casa ninguém tava com animo para ir para cozinha preparar nada, mas dia na praia além de cansaço traz fome e as crias precisavam comer algo relativamente saudável...  E na discussão entre pizza e lasanha congelada resolvo dar uma checada na geladeira ver o que tínhamos...
Tinha um resto de molho de tomate com calabresa  e pedacinhos de  lombo de porco que havia sobrado do macarrão de quinta,  pensei em apelar para o macarrão niqui as crias gritam que não vão comer macarrão de novo... Marido recém-empossado no antigo cargo e querendo agradar se propõe a sair para comprar algo, mas a ideia também não agrada a um monte de mininu morto de fome (Nine e zebra, que HL quer que o mundo acabe em suco para não ser obrigado a mastigar), volto para a geladeira e fuçando mais um pouco encontro um monte de batatas, lembro-me das ”batatas malucas”, que minha quase filha fazia para eu comer nas madrugadas e arrisco... Quem sabe não agrada?
 Pego uma e meia batata por pessoa (contando que HL vai comer ¼ e que a Nine e o Hugo vão se encarregar de dar fim no resto da parte dele), descasco, corto ao meio verticalmente e coloco para cozinhar apenas com água e tempero completo, deixo por alguns minutos até que estejam ao dente (cozidas, mas oferecendo certa resistência ao garfo), ajeito cuidadosamente em uma travessa e peço socorro ao Hugo para cavar um buraco em cada uma, minhas duas mãos são esquerdas e tortas e absolutamente sem coordenação motora, formando um ‘barquinho’ de batata, preencho este barquinho com o molho que estava na geladeira, polvilho queijo ralado e levo por uns 10 minutos no forno quente.
Mesa posta e mãe tremendo de ter que ir novamente para cozinha para agradar filho chato que não come nada  e BINGO! Todos amaram as batatas malucas e até HL comeu deixando apenas ½ batata para a draguinha Nine...  Tá com preguiça de ir pra cozinha? Tem resto de molho na tua geladeira? Aproveita, faz as batatas malucas e aproveita o resto do tempo para curtir o que realmente importa!



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E o amor venceu!


Como coloquei no post de 18/01, estava cheia de duvidas a respeito da minha separação, como comecei o post falando da regressão do HL, algumas pessoas acreditaram que o  fato principal que estava me levando a repensar a decisão eram as crias, Talvez eu tenha me expressado mal, apesar das crias serem prioridade absoluta na minha vida, e de sim elas terem um peso imenso em todas as decisões que tomo, desde a escolha da marca da margarina até o bairro onde irei morar, apenas este fator não me levaria a repensar as minhas decisões.
Depois que publiquei a respeito da separação, acho que o fato de tornar a coisa publica, ganhou uma dimensão imensa para nós dois, acho que pela primeira vez nos tocamos que ou tomávamos conta ou realmente nos perderíamos de forma definitiva e isto serviu como um chocoalhão na gente. E as mudanças começaram a aparecer antes mesmo de qualquer conversa. Não posso negar que em um primeiro momento as ignorei e fiz questão de não ver, estava magoada, chateada, ferida... Mas elas estavam ali e não dá para ignorar a realidade por muito tempo. Resolvi parar de ouvir à ‘modernidade’ e de seguir contra a corrente, não dá para depois de burra velha começar a ser incoerente comigo mesma.  E a conversa saiu, sem cobranças, sem acusações, mas deixando claro o que precisávamos em uma relação, e cheguei à conclusão que o que levou a toda a turbulência dos dois últimos meses antes da separação foram o acumulo de pequenas coisas, sujeirinhas que preferíamos jogar para baixo do tapete a conversar e resolver na hora. Elas se transformaram em um monstro e quando explodiu causou toda a turbulência de dezembro...
Percebi que o principal de uma relação ainda existe AMOR e RESPEITO, e que não dá para julgar uma pessoa por uma atitude isolada, claro que não estou aqui falando que meu marido é perfeito, não é, como ele mesmo admitiu nos comentários do post da separação, ele errou e muito, mas eu também errei, só que se ele cometeu erros, ele também cometeu inúmeros acertos, e principalmente por isto resolvemos acreditar no Amor, na verdade e na união como forma de superar os problemas. Sei que as pessoas que realmente GOSTAM de mim estão ao meu lado, me conhecem o suficiente para saber que tenho discernimento suficiente para saber o que é melhor para minha vida, e sei que estão torcendo para que este retorno seja ainda mais prazeroso e abençoado do que os sete anos que tivemos antes desta grande crise as outras? Sinceramente não me importam, respeito à opinião, mas muito mais do que acreditar em teorias, acredito em vivencia!
E este fim de semana foi assim, em clima de retorno, em clima de romance, onde estamos redescobrindo muitas qualidades do outro que ficaram encobertas pela rotina do dia a dia, pelos problemas cotidianos, e Trabalhando para superar as falhas que são possíveis e a aceitar o que é essência e desta forma imutável. Fomos à praia, cozinhamos juntos, tivemos refeições em família e voltamos a rir juntos.  Enfim, o orgulho cedeu e novamente o Amor Venceu!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Minha Zebra 17 anos

Filha amada, hoje você faz 17 anos e toda a sua vida passa diante dos meus olhos...
Antes mesmo de fazer o exame já sabia que você estava ali, e que seria para sempre minha eterna companheira. Fiz o exame lá no conjunto , demoraria 3 horas para sair o resultado e eu histérica não consegui ir para casa e esperar como qualquer criatura normal teria feito... resolvi ir ao cinema, estava passando um desenho, um ratinho que ia morar nos EUA , Fivel um sonho americano, e assim que saí do cinema tive a certeza, o meu sonho era realidade, você já estava ali comigo.
Sua gestação não foi fácil, logo no inicio soubemos do Câncer da sua bisavó, minha vó Batatinha... Não tinha o que ser feito por ela, e praticamente nos mudamos para o hospital... e filha tenha a certeza que já naquela época era a sua presença crescendo dentro de mim que me mantinha em pé, logo em seguida da morte da vovó veio a separação do seu pai,mas eu tinha você,e a alegria de te ter era maior que qualquer tristeza ou dor...
Mas você era apresada e não quis esperar muito para conhecer este mundão louco, e com 7 meses de gestação você nasceu, os dias em que você ficou na UTI foram os piores da vida da mamãe, acredite filha, nenhuma dor que sua mãe possa ter passado na vida foi tão intensa quanto o medo de te perder, mas apesar de pequenininha vc era forte e em poucos dias fomos para casa... na primeira noite não consegui dormir, passei ela inteira te namorando, sentindo teu cheiro, e depois do primeiro Banho que te dei estava tão nervosa, que logo depois de te vestir tive que te entregar para a tia W. para não te derrubar de tanto que eu tremia.
Você foi crescendo e sempre foi uma criança meiga e carinhosa, todos que te conheciam se encantavam com você, e não posso negar que você era o xodó de todos nós!
 Você cresceu e se tornou uma linda moça,e aí filha as coisas complicaram, te ver chorar ou sofrer sempre foi a coisa mais dolorosa para a mãe, e reconheço que muitas vezes errei na mão, peguei pesado, fui dura, errei muito, mas filha tenha a certeza que nunca foi intencional, nunca quis te magoar, e nas vezes que errei foi pensando em estar fazendo o melhor para você! Me perdoa Filha, mas infelizmente não existe curso para mãe, a gente tem que aprender na porrada, e muitas vezes acaba errando mesmo.
E hoje você é esta mulher linda, meiga, decidida, inteligente, tímida que doí, caseira ao extremo, mas principalmente determinada, e eu quero muito que você saiba que EU MORRO DE ORGULHO DE VOCÊ!!!! Este ano vai ser chato, é o ano que você estará se dedicando totalmente ao seu vestibular para medicina, muito estudo, pouco tempo, muito medo, pouca diversão, mas tenho certeza que no final você sairá vitoriosa, como em tudo que realmente se dedica, e tenha a certeza que pode contar com nosso apoio incondicional, para TUDO, o seu sonho não é só seu, é NOSSO, é meu, dos seus irmãos, do seu padrasto e faremos TUDO para que ele se realize!
Agora é hora de comemorar e aproveitar os últimos dias de férias, vamos, rir, comer costelinhas com nhoque, se abraçar e  festejar a presença de alguem tão linda nas nossas vidas!
Comemore ser você, comemore ter ideais, Comemore ser determinada, comemore ser uma filha maravilhosa, uma neta fantástica e uma irmã amorosa, comemore ser tímida, comemore gostar de musica, comemore, pois poucas pessoas são tão lindas e fortes quanto você!!!
Feliz Aniversário Filha!!!
TE AMO do tamanho da terra, do tamanho do céu, PARA SEMPRE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Minorias? Tô fora! Quero é IGUALDADE

Se você é branco e não tem caráter, você é mau caráter e ponto. Se for negro e alguém falar o mesmo, o mundo caí e em segundos o mundo irá gritar que é racismo;
Se você for branco e não passar no vestibular, você simplesmente não estava preparado e ponto. Se for negro é porque não teve oportunidades e seu tatataravô foi escravo e você é um injustiçado pelo sistema.
 Se você chamar meu filho de branquelo é brincadeira, se eu chamar o teu de negão é preconceito e serei processada por racismo.
Se você é homem  e bebe até cair e faz M, você é um irresponsável, se for mulher é uma coitadinha...
Se você é homem fica bêbado e fica com uma mulher que passou a noite inteira se oferecendo você é um aproveitador mau caráter, se você é mulher, é uma pobre infeliz que sofreu abuso sexual.
Se você é homem e numa balada pega todas as mulheres que pode, você é um galinha aproveitador, se você é mulher está apenas exercendo sua liberdade sexual.
 Se você é homem é numa discussão perde a cabeça e empurra sua mulher, você é um agressor. Se você é mulher, você foi provocada.
 Se você é classe media e faz questão que seu filho estude na melhor escola da região, você esbanja dinheiro e não ensina ao seu filho o real valor das coisas. Se você é pobre você é um grande pai que se sacrifica para dar o melhor ao filho...
Se você é hetero e se comporta de maneira inadequada sexualmente você é promiscuo, se você é gay está exercendo sua afetividade.
Quer saber, cansei das minorias, cansei dos politicamente corretos, cansei de gente chata e falsa que tem preguiça de viver de verdade e se apega a pseudo causas para dar sentindo a sua vida vazia e sem graça. Só volto a olhar com seriedade estas tais minorias, quanto pararem de mimimi e passarem a querer IGUALDADE e não PRIVILEGIOS por serem ‘minoria’!
Pronto faley!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

E Agora? será que ainda é tempo de amar?

Hoje acordei pensando em escrever sobre a regressão que HL anda apresentando, praticamente não come mais e voltou a usar chupetas para tudo, chegando ao ponto de quase ter que sair depois das 22:00h para ir a farmácia pois ele não encontrava a bendita e não conseguia dormir mas logo cedo, recebi um email lindo da Eliana Furlan e em seguida caí em prantos com a linda carta escrita pela minha irmã do coração Mari Hart,  pensei em toda a leviandade que as relações estão tendo e que me incomoda muito e isto me fez pensar e repensar e pensar novamente em todo o turbilhão de coisas e sentimentos que tenho vivido desde Dezembro quando me separei.
Sempre fui uma criatura contraditória, extremamente liberal para algumas coisas, extremamente conservadora para outras, mas que no fundo sempre acreditou e pregou que as pessoas tem apenas a obrigação de serem felizes, independente de certos ou errados, o que por sinal acho absolutamente subjetivo. Mas uma coisa que sempre ME incomodou foi à superficialidade das relações modernas, tudo é muito descartável, muito provisório e as pessoas se cansam com uma facilidade fora do comum umas das outras... Ao primeiro sinal de crise a palavra separação aparece como ÚNICA alternativa, e vem todo um blablabla pronto que realmente me deixa sonolenta: “ VC deve Pensar em VC”; “As crianças estarão bem se VC estiver bem”; “Parte para outra”... Agora pera lá meu povo, onde foi parar duas palavrinhas simples como: TOLERANCIA e RESPONSABILIDADE? Quando nos casamos com alguém não somos mais apenas EU, passamos a ser NÓS, e temos sim responsabilidade com esta outra pessoa; Os filhos  são uma responsabilidade do casal, e a felicidade deles pode até depender da felicidade de ambos os pais, mas e a segurança emocional? Quando decidimos ter filhos realmente continuamos com o direito de pensar primeiro em nós?  Será que não nos tornamos muito pouco tolerante com os defeitos de quem amamos?Juro que não sei...
Claro que antes de decidir me separar pensei demais, relutei muito, pesei tudo, mas hoje sinceramente começo a me perguntar se realmente este é o melhor caminho... Claro que meu ex teve falhas serias e graves, claro que dei inúmeras chances para ele mudar determinados comportamentos e em boa parte das vezes ele as desperdiçou, mas, tudo na vida sempre tem um mas... Não posso negar que sou carne de pescoço, teimosa, geniosa e mandona... Como também não posso negar que nossa relação teve muito mais momentos bons do que ruins.
Ficamos juntos durante mais de 7 anos, neste período mudamos de cidade 4 vezes, enfrentamos doenças graves na família de ambos, falta de grana, ele se afastou completamente da irmã que insistia em não me respeitar, 2 filhos, minha doença, problemas com a zebra e sempre acima de qualquer coisa : Fomos Companheiros! Mesmo quando o mundo parecia ruir e tudo parecia estar contra, um era o muro de arrimo do outro.  E tenho plena consciência que só superamos tudo que passamos, que só saímos inteiros e fortalecidos de todas as batalhas dos últimos 7 anos, por sempre ter contado com o apoio incondicional do outro. E SIM, isto pesa demais... Talvez esta seja à base de um relacionamento verdadeiro, companheirismo e confiança...
 Não sei, a magoa pela ultima briga ainda é grande, a raiva por o ver repetir comportamentos que racionalmente ele SABE que são errados, mas que estão profundamente arraigados em sua personalidade por conta do tipo de educação repressora que teve, também me incomoda muito... Mas consigo começar a ver o problema de forma menos passional, e principalmente menos sexista... Ainda não sei se vale a pena tentar novamente, tenho apenas a certeza que não vale tentar nas mesmas bases, concessões obrigatoriamente teriam que ser feitas de ambos os lados, mas não com a visão de quem pode mais... Quem dobrou quem... Concessões que teriam que ser feitas em nome do amor, do companheirismo e da família que criamos juntos, não dá para voltar a estaca zero, ou ao ponto onde paramos, se esta for a opção terá que ser em outras bases sobre o mesmo alicerce...O Tempo dirá!