segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Cão da Divisa

E daí que o ano era 2005, eu morava na divisa do fim do mundo com coisa nenhuma, e a cada dia que passava estava mais infeliz e irritada com tudo e todos, e apesar da companhia adorável do Adolfo Felino manco de uma pata, eu sentia falta de um cão... Sempre tive cachorro, sou filha de um cara, chato pra cacete, mas apaixonado por bichos e sabia que nada melhor para suportar a cidade onde nem o diabo quis viver que um bom e querido cão.
Hugo detestava a ideia, jurava que cão e apartamento eram duas coisas impossíveis de serem combinadas, mas de tanto ouvir chorôro e mimimi acabou topando a ideia... lógico que no fundo rezava para eu nunca encontrar o cão ideal mas topava a ideia...
Um belo sábado lendo o folhetim jornal local, me deparo com o anuncio: doo Poodle adulto médio preto... Enchi o saco do marido e lá fomos nos conhecer o tal cão.. No primeiro momento não fomos com a cara um do outro... Fiz careta para ele e ele simplesmente ignorou minha nobre presença... Cutuquei o Hugo e queria ir embora, mas a empatia e o amor entre os dois já estava estabelecido... Então fui convencida a dar uma voltinha no quarteirão para ver se o cão gostava da gente, mais uma vez fui absurdamente desprezada pelos dois.  Mas como Hugo tinha caído de amores pelo cão cego, feio, de pelo embolorado e que insistia em me desprezar resolvi não dar chance para o azar, vai que o chato de galochas desiste de deixar um cão coabitar em nosso lar e adotei o cão.
Corremos igual doidos para achar uma boa alma na divisa que topasse fazer uma tosa e um bom banho no cão em pleno sabadão à tarde... Mas como papai do céu realmente tava a fim de ajudar o Cão acabamos conseguindo o milagre de fazer alguém trabalhar na divisa no sábado á tarde...
 E Finalmente o cão chegou em casa, onde enfim revelou que na verdade não passava de um lindo macho alfa que descobriu que tenho uma queda por cafajestes do sexo oposto e me deu o desprezo inicial necessário para que em minutos me colocasse de quatro diante dele. Na verdade embaixo daquele embolorada de pelos fedorentos se escondia um lindo cão preto, que por ter sofrido muito na mão de donos babacas, tinha aprendido a valorizar o respeito e a amizade entre humanos e caninos ...
 E Até hoje uma das minhas maiores alegrias é quando o cão, hj já um senhor, anda pela casa em duas patinhas igual um anãozinho preto pronto para receber carinho, e nos mostrar o quanto somos importantes na vida dele.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rio de Janeiro.... de fevereiro,..., de dezembro,..., de vida

Como todo mundo tá cansado e careca de saber, sou Brasiliense, absolutamente apaixonada pela seca e que sobrevive feliz e contente com umidade relativa do ar abaixo de 15%. Mas acho que algo dentro de mim sempre soube que apesar de pertencer aquele chão, ele não era o melhor cenário para minha vida. Morei fora de Brasília algumas vezes: Jataí – GO; Petrolina-PE, Rio Grande - RS, e todas às vezes voltei para o aconchego do cerrado. Amei Petrolina, suportei Jataí e Odiei com todas as minhas células Rio Grande. Só que o meu lar, o meu chão, o meu povo ainda era Brasília.
Em 2007 resolvemos mudar para o Rio, aqui tínhamos melhores oportunidades profissionais e uma possibilidade de crescimento na carreira que a velha politiqueira de Brasília, nunca nos permitiria alcançar. E confesso que no principio, o Rio seria apenas mais um dos lugares que eu iria morar, e que eu jamais perderia minha forte identificação com o cerrado e o orgulho de ser Brasiliense...
 Mas a coisa não aconteceu exatamente assim, claro que no primeiro ano eu não conseguia passar um dia sequer sem ler as notícias no Correio Brasiliense e me indignava verdadeiramente cada vez que via/ouvia alguém confundir a população Brasiliense com a corja da política nacional... Mas o tempo foi passando, a Nine nasceu e fui dia a dia me apaixonando e sendo conquistada por esta cidade linda e louca que é o Rio de Janeiro.
Descobri que não preciso trabalhar de terninho, salto alto e maquiagem para ser respeitada, que de vez em quando posso até apelar para o velho trio Jeans, camiseta e tênis que todo mundo vai achar normal... Descobri o prazer e a maravilha de andar apenas de havaianas entre a noite de sexta e a manhã de segunda... A delicia de colocar um biquíni e passar o dia na praia sem a imensa preocupação se estou com 2 kg acima do peso ou não, ou mesmo se o biquine combina com a canga, com o chapéu, com a bolsa e quiça com os brincos..
Fui aprendendo a malemolência carioca, o bom humor, que um bom pé sujo muitas vezes é melhor que o Bar/boate/casa noturna da moda... Que é uma delicia poder vir para Lapa numa noite qualquer usando uma bermuda jeans, Camiseta e Chinelo e que ainda assim vc não será um ET.
E Hoje sinceramente não consigo me imaginar morando novamente em Brasília, e tirando a umidade em 15% realmente não sinto saudades da cidade... Sinto falta dos amigos, da família, mas da cidade? Nenhuma!
Lógico que o Rio não é uma cidade perfeita, temos uma violência terrível, a corrupção e o ‘jeitinho brasileiro’ imperam e irritam, a má distribuição de renda é clara e aparente, a burocracia é maior do que já vi em qualquer outro lugar ... O Rio está longe de ser perfeito, mas sinceramente quero fazer a minha parte para que melhore a cada dia, para que meus filhos herdem uma cidade mais segura, menos desigual...
 E Sim se Brasília foi o chão que nasci, onde guardo com carinho as lembranças do passado, o Rio é o Chão que escolhi, que aprendi a amar e a respeitar e onde quero viver com plenitude meu presente e meu futuro.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Orgulho e Honra, Ou ainda existe salvação

 Cof, cof, cof... É acho que deixei este cantinho abandonado demais nos últimos tempos, mas neste meio período muita coisa aconteceu, mamãe finalmente fez a mastectomia, Graças a Deus vencemos mais uma batalha nesta guerra, mas durante estes dias fiquei muito enfraquecida, medrosa, baqueei mesmo e em alguns momentos me vi tomada pelo mais absoluto e irracional Pânico e sinceramente não tinha a menor estrutura para escrever. e ainda estou elaborando tudo que aprendi nestes dias para só então vir aqui e parir minhas sensações e emoções.

 E agora mudando de assunto...

 Hoje pela manhã acordei com a notícia que toda a população carioca aguardava a um bom tempo: A prisão do traficante Nem. Chefe do trafico na Rocinha, Favela maior que muitas cidades Brasileiras com população de cerca de 70 mil pessoas. Cidadãos Brasileiros, como eu e você, a maioria pessoas de bem, trabalhadoras e que viviam oprimidas selo trafico, comandado com mão de ferro por este ser.
Como esperado, infelizmente haviam policiais envolvidos, ainda na tarde de ontem foram presos alguns civis e outros militares que escoltavam e davam proteção à   fuga de traficantezinhos de segundo escalão que tentavam escapar da ocupação da Rocinha programada para o próximo domingo. E infelizmente neste momento me envergonhei de ser moradora do Rio, de ter que conviver diariamente com a corrupção e bandalheira promovida por parte da policia carioca e pela odiosa milícia formada por estes seres. E senti raiva, muita raiva... Aqueles policiais de merda me enojavam e provocavam muito mais a minha indignação do que os traficantes... Afinal, sou de uma época onde polícia era polícia e bandido era bandido!

E hoje ao ser acordada com a notícia da prisão de um traficante de primeira linha, acompanhada de detalhes amplamente cobertos pela imprensa  onde se mostrou o trabalho árduo de policiais honestos e íntegros, que mesmo recebendo um salário vergonhoso para diariamente arriscarem suas vidas em uma verdadeira guerrilha urbana onde eles não possuem treinamento e nem mesmo armamento adequados para o combate, não venderam sua HONRA mesmo diante de 1 milhão de reais!

Me emocionei, e meu peito se encheu de orgulho ao ver a entrevista de um policial do choque, pouco mais que um guri, onde seu sorriso se misturava com seus olhos marejados e no tom de sua voz ao bradar o grito de guerra de sua corporação deixava claro que dentro da policia carioca, misturados aos safados, milicianos e corruptos de merda, ainda existem sim homens que HONRAM sua FARDA e se ORGULHAM de sua CORPORAÇÃO! E é por estes homens que diariamente protegem a NÓS cidadãos cariocas que devemos cada dia mais lutar contra a Milícia e a Banda podre e cobrar das autoridades estaduais e federais condições de trabalho e salário dignos para os homens realmente sérios e comprometidos!

Hoje o meu grito se une ao daquele guri que não teve vergonha de em rede nacional mostrar que se orgulha e honra a farda que carrega e principalmente a POPULAÇÃO que espera que ele cumpra seu dever.
PS: O blog tá doido e não me deixa postar de outro jeito então vai este brega Mesmo!

CHOOOOOQUEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




que seja apenas um simbolo entre tantos honestos!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dilemas Maternos... E quem tem a razão?

E o eterno dilema da Maternagem continua a se proliferar, há algum tempo atrás o grande drama era apenas sobre Parto Normal X Cesárea, afinal você só era mãe e digna do seu filho se tivesse parido ele no meio de dores lancinantes, pois até a analgesia era o maior dos crimes que você poderia cometer contra seu pobre e indefeso filho...
 Passou-se algum tempo e o discurso evoluiu para a amamentação, você só amava o seu filho e só era digna da alcunha mãe se o tivesse amamentado exclusivamente no peito  até os 15 anos de idade, e se por acaso, seu leite tivesse secado, não produzisse o suficiente, tivesse algum problema de saúde que impedisse a amamentação você era simplesmente excluída das rodas das ‘antenadas’ que amavam os filhos acima de qualquer sacrifico...
Chegamos à segunda década do século XXI e agora a grande discussão é o retorno das mulheres ao lar, assumindo o papel de mãe 24 horas, e novamente vejo o radicalismo se impor sobre o bom senso, alimentados por meia dúzia de artigos ‘acadêmicos’ baixados através do são Google e que em 5 segundos transformam as xiitas em  doutoras em educação infantil formadas pela Sorbone...
Sinceramente, acho muito legal o retorno da mulher ao lar, o se permitir optar pelo papel que deseja assumir e pagar os prós e contras que cada escolha faz, mas não acredito que por isto os filhos destas sejam mais amados, educados, maduros, descolados, inteligentes ou seguros dos daquelas que trabalham fora seja por opção ou por necessidade como é a realidade da maioria das famílias brasileiras...
Eu particularmente, bem como a maior parte das mulheres que fazem parte do meu convívio direto, trabalho fora e mesmo que amanhã eu ganhe na mega acumulada e dinheiro passe a ser o últimos dos meus problemas, eu jamais deixaria de trabalhar fora!!! Sempre falei que só sou mãe, pois sou mulher e jamais conseguirei ser uma boa mãe  se não for feliz como mulher, como individuo... Amo meus filhos mais do a minha própria vida, mas eles não são e nunca serão o centro da minha vida. Este lugar é meu e não abro mão dele para ninguém! Os respeito demais como indivíduos para exigir deles tamanho sacrifício... Imagina a responsabilidade de aos 3, 5 anos ser o centro da vida de um adulto? Não... É carga demais para os ombrinhos dos meus pequenos...
E talvez justamente por isto seja a melhor mãe do mundo para os meus filhos... Pois quando estou com eles estou vivendo a plenitude do meu papel de mãe, e não preocupada com o meu papel de mulher, esposa ou individuo, naqueles momentos eles me tem por completo e quando não estou, têm a certeza que daqui a pouco estou de volta , integra e INTEIRA para eles, que sempre estarei ali pronta para me doar e para recebê-los.
Sua opção é diferente? Que ótimo!!! Provavelmente foi o melhor arranjo para sua família e para os seus filhos. Você dá conta de tudo sozinha, sem auxilio de babas, creches, avós? Parabéns! Isto deve te realizar como individuo e talvez por isto desempenhe tão bem o papel! Acredito realmente que sua família é feliz, que teus filhos, cachorros e samambaias de prasticu são organizados, lindos, saudáveis, plenos e acima de tudo felizes.
 Mas por favor, não venha desrespeitar a minha decisão, a minha escolha e muito menos acreditar que é mais mãe do que eu por conta disto , ou que seus filhos são mais amados do que os meus, porque aí sim eu vou ter que acreditar que a tua vida é um conto de fadas e que como  todo conto de fadas só existe na imaginação de quem os criou.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tesouros de um mini Ogro

Como é de domínio publico me mudei de Brasília para o Rio quando o Hugo Leopoldo era ainda um bebê de colo, tinha pouco mais de 9 meses, e uma das coisas que mais ouvi na época foi se eu não me importava em separá-lo dos avós, tios e primos, em fazer com que crescesse sem o referencial de família que para mim é tão importante... Sempre falei que a distância seria apenas física, que o quê nos ligava era muito maior que 1200 KM e que encontraríamos uma forma de manter o referencial que julgo primordial na vida de qualquer um...
Niqui o tempo passou e hoje após 4 anos e meio tive a prova concreta que estava certa, que laços de amor e confiança reais precisam muito mais do que presença física para serem construídos.
 Hugo Leopoldo, apesar de ser um mini ogro declarado e de ter que ser continuamente lembrado de sua força física que pode e muitas vezes realmente faz  machucar, também é um poço de sensibilidade e carinho, e desde que soube que a avó estava com um dodói muito ruim praticamente todos os dias faz desenhos e cartinhas para a avó... Mas o que fazer com elas? Confesso que nem cheguei a me preocupar muito com o assunto, ok podem me dar 7 mil chibatadas pois sei que fui má e cruel com o guri e mereço,  mas ele se preocupou! Pegou um saco destes mais resistentes e com zíper, onde tinha vindo o cobertor dele, e começou ali a juntar seus tesouros para a avó... Praticamente todos os dias me avisava que tinha posto uma cartinha ou um desenho novo lá...
Semana passada eu ainda estava meio adormecida quando o moleque entra no meu quarto pedindo dinheiro para comprar uma caixa de bombons, dei R$20,00 e avisei que tinha troco, algum tempo depois o moleque retorna e diz que aproveitou o dinheiro e comprou DUAS caixas de bombom, questiono se é uma para ele e outra para a Nine e ele prontamente responde  ”não mãe, eu vou dividir uma com a Nine, a outra é para a vovó”....
Daí que hoje eu preciso mandar um documento da Camila para meu pai em Brasília e ontem comentei que hoje iria ao correio, prontamente HL largou tudo o que estava fazendo e correu para o seu quarto e voltou de lá com seu saco de tesouros para avó... Além das inúmeras cartas e desenhos que vem acumulando desde maio, a ultima vez em que viu a vovó, estão lá a caixa de bombom e mais inúmeras balinhas, jujubas, chicletes.... Juro que me surpreendi, não tinha nem idéia do que aqueles doces faziam ali e fui perguntar pro HL e fiquei muda ao ouvir: “sabe mãe, cada vez que tu ou o pai me dão doce, eu guardo um para a vovó, e para não perder e a Nine não comer eu já coloco o primeiro no saquinho da vovó. Você acha que ela vai gostar? ”
Não consegui segurar as lágrimas, puxei meu mini ogrinho delicado e dei o maior abraço do mundo: Claro filho, é claro que sua avó vai gostar....


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eu Como Brega. FESTA

E Daí que hoje  a gostosa tudo de boa Ly Mello   resolveu lançar a postagem  Coletiva EU COMO BREGA! Há dias venho me debatendo sobre o que escrever, ou qual receita colocar.
 Então hoje resolvi que não ia postar comida nenhuma, ia era postar umas boas receitas de bebida afinal, boa festa tem que ter boa bebida e resolvi tomar um porre para comemorar. Me acompanha:
 Como somos todas mulheres delicadas, de boa família  comecemos com um delicioso ponche, quando eu era pequena ponche era bebida de mulher e eu achava lindo ver todas aquelas frutinhas boiando e sonhava com o dia que minha mãe finalmente ia me deixar experimentar tal maravilha do mundo adulto. Quando cresci o ponche já era brega – valeu viu mãe  -  e não pude experimentar, então vamos juntos:

Ingrediente
  • 1 litro de vinho tinto gelado
  • 2 kg de frutas vermelhas (morango, framboesas, etc…) lavadas e picadas
  • cubos de gelo q.b.
  • 1 litro de espumante
  • 1 litro Guaraná ou Soda Limonada
Preparo
  1. Misture todos os ingredientes líquidos –
  2. Acrescente as frutas picadas. Experimente e veja se existe a necessidade de acrescentar açúcar.
  3. Acrescente os cubos de gelo. Rende cerca de 20 – 25 copos

Agora que já passou a entrada e estamos ficando alegrinhas podemos nos aventurar um pouco mais e quem sabe até papear sobre relacionamentos, amigos e etc.... afinal já estamos mais alegrinhas e podemos então saborear outro clássico da bebida brega o Hi-fi, este apesar das proibições maternas e da breguice vir acompanhando-o a bastante tempo consegui experimentar, afinal Vodca é maravilhosa e não deixa hálito, bom para enganar a mãe na adolescencia. Hehehe

Ingrediente
  • 3 partes de Fanta Laranja
  • 1 Parte de Vodca
Preparo
Misture as bebidas e aproveite.
E para terminar  nosso Tour Caímos em algo um tiquinho mais forte, mas nem por isto menos brega, a festa já rola solta e estamos felizes, então é hora da deliciosa Cuba Libre;

Ingrediente
  • 1 Parte de Coca cola
  • 1 Parte de Vodca
Preparo
Misture as bebidas e aproveite.

A esta altura já estamos soltinhas e alegrinhas, segredos já foram revelados, gargalhadas foram distribuídas e a amizade consolidada..




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Teleton!!!!!

E como Bem lembrou a querida blogueira do Katralhas, Tuka Siqueira, hoje é dia do Teleton.
 Campanha que desde o início faço questão de participar, divulgando e contribuindo com a minha doação. Desde que o Carlinhos nasceu em 1990, de repente minha família se viu envolvida em toda uma série de tratamentos e terapias, fundamentais para o estimulo, desenvolvimento e até mesmo sobrevivência das pessoas que possuem algum tipo de necessidade especial que sinceramente eu nem sonhava que existia. E o mais impressionante foi descobrir o quanto custa um tratamento destes, algo que é impraticável para a grande maioria da população Brasileira. Graças ao excelente plano de saúde mantido pelo órgão que meu pai trabalhava, o Carlinhos sempre teve acesso ao que existia de mais moderno neste sentido.
 Mas sempre ficava a minha amiga pulga perturbando atrás da minha orelha...E quem não tem?  Merece menos? Como faz? E se hoje ainda são poucos os centros de reabilitação no país que atendem pelo SUS, imagina há 21 anos?
 Acontece que graças a uma parceria da AACD com o SBT em 1998 este quadro começou a mudar... Foi lançado o teleton, com o objetivo de arrecadar fundos para construção de centros de reabilitação fora de São Paulo e/ou reequipação sei lá se existe esta palavra, equipar novamente. kk dos já existentes. E hoje garças aos 13 Teletons que já ocorreram a AACD consegue efetuar mais de 6 MIL atendimentos DIÁRIOS!!!! A Maior parte pelo SUS, outra com pagamentos ínfimos...
 Além disto, Através das 24horas de maratona televisiva consegue-se levar histórias reais de pessoas ‘especiais’ já disse que odeio este termo né? Para dentro da casa de milhares de pessoas que acabam se conscientizando que por mais diferente que elas sejam de sua realidade são apenas pessoas normais batalhando pelo seu dia a dia e tentando serem felizes e com isto ajuda a diminuir o preconceito que já falei o quanto machuca....
Hoje é dia de chorar vendo teleton, de aprender com as histórias de pessoas reais, gente como eu e você, mas gente que não pode se dar ao luxo de desistir ou de cansar... e hoje é dia de doar... Doar amor, doar esperança, doar compreensão e claro doar grana... Ninguém é tão pobrinho que não possa abrir mão de R$5,00 para ajudar milhares de pessoas a ter uma vida mais digna... e se você tiver filhos e puder doar acima de R$60,00, aproveita, ajuda ao teleton e principalmente ajuda a teu filho se tornar um cidadão mais legal, pois doando acima de R$60,00 vc ganha o Tonzinho, mascote da campanha, um bonequinho maneiro que usa muletas... Com ele teus filhos começam a perceber que o diferente é exatamente igual a ele...


Para doar:
0500 12345 05 – R$ 5,00
0500 12345 10 – R$ 10,00
0800 774 2011 – para doações acima de R$ 30,00
http://www.teleton.org.br/– doação de qualquer valor acima de R$ 5,00
 Para Saber Mais visita o site da AACD

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A cidade que insiste em não evoluir....

Hoje navegando  de bobeira na net enquanto espora alguns arquivos carregarem, me deparo no blog da Rosana Hermann - http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor- com um post sobre o desrespeito de uma lavanderia com seus clientes através das redes sociais e ao prestar atenção no post qual não foi minha decepção ao descobrir que a tal lavanderia é de Rio Grande- RS e não posso dizer que foi surpresa, morei lá durante 1 ano, o pior de toda minha vida certamente, vi, vivi e sofri todo o atraso da cidade, que infelizmente tem em grande parte de sua população um povo retrogrado, preconceituoso e  extremamente xenofóbico...

Mas não posso negar que me entristeceu! depois que saí de lá me contaram que a cidade deu uma revigorada com as montagens das plataformas de petróleo, que estava começando a crescer e eu fiquei sinceramente feliz, é a cidade do meu marido, meu sogro mora lá, meu sobrinho ainda tem 20 anos e todo um futuro pela frente... Gostaria que eles pudessem usufruir de uma cidade melhor com mais oportunidades.
Infelizmente parece que existe uma parcela da população que simplesmente insiste em ser pequena, em se julgar superior a todos os outros estados por ser gaucho antes de Brasileiro, mas que ainda não aprendeu a cobrar seus direitos básicos como seres humanos tais como: saúde, educação, saneamento básico, respeito ....
 Quem sabe  com a chegada das redes sociais , de maior acesso a informação a próxima geração de Rio Grandinos seja um pouco menos orgulhosa que a atual e então realmente consigam se orgulhar de viver no interior mas com dignidade e oportunidade
Ah, é que fique bem claro, graças a Gaúchos fantásticos consegui superar minha birra com o Rio Grande do Sul. mas a divisa.... ah... pelo visto sempre será a divisa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Só por Hoje

Só por hoje eu queria estar na Bahia, na beira do mar, sentindo o sol bronzear a pele, o sabor da cerveja  gelada acompanhando  ora um bom vermelho na brasa , ora uma bela porção de lambreta e ouvindo a Gal cantar:

 "Você precisa saber da piscina
Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com a gente
Me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo
Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais, e o que eu não sei mais
Não sei comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul, da América do Sul
Você precisa, você precisa
Não sei leia na minha camisa
Baby, baby, I love you'...."
( Acustico MTV)

Só por hoje eu queria estar longe dos meninos, da correria do dia a dia, do trabalho e de tantas preocupações... Só por hoje eu queria a leveza que só a Bahia me dá... Só por hoje eu queria me esconder no meu pedacinho de mar....

                                                                                                     Barra Grande. BA

sábado, 15 de outubro de 2011

O Bolo e Vó Bolinha

Pleno sabadão a noite, eu aqui de bobeira fazendo repouso, assistindo Fina Estampa e fofocando em um grupo no Facebook, quando uma postagem de ma amiga seguida do comentário de outra me joga num flashback gosto e de repente sou uma menininha de uns 8 anos na cozinha da  casa do meus Pais.
Minha avó paterna. D. Rosita, ou vó bolinha para os netos, cozinheira de mão cheia adorava ir para cozinha comigo e meu irmão 3 anos mais velho, fazer gostosuras que adoçavam muito mais que a boca e a gula, adoçavam nosso coração.
O bolo era tradicional, com a massa batida a mão, ela dizia que batedeira desandava o bolo e ficamos por ali perturbando a pobre avó e invariavelmente implicando um com outro e disputando para ver em ganharia mais massa de bolo crua... Cada vez que ela virava as costas para pegar algum ingrediente logo nos apresavamos em passar nossos dedinhos na tigela do bolo e lógico que cada vez que fazíamos isto ganhávamos uma bela bronca...
Um belo dia numa desta horas, a baixinha ameaçou: ' O Próximo que colocar a mão na tigela apanha com a colher de pau...' moleca que eu era não dei ouvidos  na próxima virada taquei a mão na tigela... Fui pega no flagra e vó Bolinha cumpriu o prometido: levei com a colher de pau a mão... ato continuo minha mão afundou na massa com a colherada e saíu lotada de massa de bolo para meu deleite...
Claro que depois desta a pobre nunca mais teve sossego, até o ultimo bolo que preparou, já velhinha e absolutamente esclerosada, bastava ela anunciar que iria preparar um bolo para que eu e meu irmão começássemos a infernizar a vida da vó com a frase: "Bate Vó, Bate"

A Minha Vó Bolinha, que fazia os melhores bolos do mundo