O Billy nunca foi um cão qualquer, sempre foi O Cão!!! Meu mais fiel companheiro, e que acompanhou toda a vidinha do HL e da Nine, quando eles chegaram à família o Billy já tinha seu lugar e sinceramente nunca me preocupei em como integrar as crianças ao cachorro e vice versa, eles simplesmente se reconheciam como parte do mesmo bando.
Quando HL aprendeu a andar um dos seus brinquedos prediletos era ‘jogar bola’ com o Billy, e ficavam ali horas HL atirando a bolinha e o cão pacientemente devolvendo a ele... Lógico que também ocorreram fatos que deixariam a maior parte das mães de cabelo em pé, HL cansou de roubar ração do prato do Billy e tivemos um P trabalho para fazê-lo entender que gente não podia comer papa de cachorro que tinha bichinho e blablabla... Mesmo que o Billy roubasse comida de gente com uma sutileza de pata de elefante quebrada
Quando a Nine chegou, despertou no Billy todo seu instinto de guarda, não saía do lado da pequena e bastava ela resmungar para o cão ficar desesperado, perturbando a minha vida e a da babá e fiel escudeira, só sossegava quando íamos ver a menina... E aquele cão quando queria ser chato, era com perfeição!! Juro que não sei como a Nine não se transformou num poço de mimo com o Billy por perto.... Só que ao mesmo tempo em que ele amava e protegia a bebê Nine, ele entrou numa crise paranoica de ciúmes de mim e manifestava isto fazendo xixi nas minhas costas e pernas sempre que tinha oportunidade, principalmente se eu estivesse com as duas crianças no colo... Foram dias de muiiiiitos banhos.
Com todo este histórico era de se esperar que as crianças fossem sofrer, e sentir falta do nosso velho cão, principalmente por terem presenciado e por ter sido da forma tão dolorosa que foi, mas como sempre respeitei o tempo interior de cada filho meu, não forcei nada e muito menos escondi nada, e muitas vezes o HL me consolou nestes últimos 2 dias quando me via chorando a falta do meu maior companheiro. Eles sabiam que também podiam chorar, falar ou calar, a opção era deles... E se mantiveram calados até ontem à noite.
Estava no FB, vendo novela e brincando com eles (as mães obrigatoriamente são multi tarefas), quando os dois pedem colo e HL, meu mini ogro, começa a falar do nosso companheiro... Teme que ele esteja com frio, que esteja sentindo saudades, que não tenha ninguém para fazer carinho nele, e que ele não está com nenhum dos seus brinquedos... Lembrei a ele, que como ele mesmo vinha falando desde a madrugada do réveillon, O Billy estava no céu dos cachorrinhos e que papai do céu ia cuidar dele... Não convenci o moleque, que apesar de saber que papai do céu agora cuida do nosso amigo, insiste que ele está com saudades da gente e dos brinquedos...
Tive que concordar com meu mini ogro, certamente nosso cão está com saudade da gente, da mesma forma que a saudade dele tem doído lá no fundo, houve alguns minutos de silêncio até que a Nine, super mini diva me saí com a solução: ‘Mãe podemos levar um brinquedo dele e um nosso com nosso cherinho e deixar lá para ele não ficar sozinho... ’, Boa solução, mas onde deixar Nine? Afinal ele está no céu dos cachorrinhos, não temos como ir lá... Argumento segurando as lágrimas de saudades do meu velho cão e de emoção pela docilidade dos meus filhos. Pausa novamente, e HL mini ogrinho, saí com a solução perfeita: ‘ Mamãe, o Billy foi para o céu dos cachorrinhos lá na praia, e ele não ia saber achar o caminho para vir aqui em casa, então a gente volta lá e deixa lá perto um brinquedo dele e um nosso com nosso cherinho. Ele é esperto mamãe, tenho certeza que se a gente gritar alto ele vai escutar do céu dos cachorrinhos, e o caminho até a praia ele CONHECE!’ Nisto os dois saíram correndo para separar o brinquedo do Billy e o deles com cherinho...
Hoje à noite iremos voltar lá, deixar nossa lembrança ao nosso velho amigo cão e tenho certeza que HL tem razão, ele sempre ouvira nosso grito, da mesma forma que sempre fará falta nas nossas vidas.
Segue em Paz Velho Companheiro de Jornada!
Billy no carro em uma das tantas viagens que nos acompanhou








